quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Lava de vulcão havaiano está a 60 metros de casas

Escolas na aldeia de Pahoa e estradas são fechadas

POR 
Os moradores de Pahoa receberam ordens para deixar o local, enquanto pelo menos cinco escolas devem ser fechadas a partir de quarta-feira. A lava avança numa velocidade de 4 a 9 metros por hora. O rio incandescente já atingiu um cemitério e uma estrada em seu trajeto em direção à aldeia, uma antiga fazenda de plantação de cana onde vivem atualmente cerca de 800 pessoas.— Somos uma comunidade persistente e vamos superar isso — disse Tiffany Edwards Hunt, uma pequena empresária, candidata a vereadora. — Mas, como mãe, estou ansiosa e com medo.
A lava do vulcão Kilauea: cemitério e estrada atingidos - REUTERS 
vulcão começou a lançar lava no diz 27 de junho, se acalmou e voltou a entrar em erupção semanas atrás. Desde a manhã de domingo, o material avançou 251 metros. Funcionários tentam construir acessos temporários e proteger a estrada 130, uma rota usada por mais de 10 mil pessoas por dia. Outras duas estradas já foram fechadas.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

CANAL NAVEGÁVEL CRUZA (POR CIMA!) 

RIO ALEMÃO

fonte: globo.com

Pontes navegáveis são construções raras de se encontrar no mundo – o que já faz de qualquer uma atração imediata. Se estivermos falando da maior do planeta então, o encanto se multiplica. Localizada na Alemanha, a Wasserstrassenkreuz possui a estrutura de um aqueduto – como o da Lapa, no Rio de Janeiro -, mas foi projetada para ser cruzada por grandes embarcações.
Inaugurada em 2003, e medindo um total de 920 metros de comprimento, a maior ponte navegável já feita pelo homem conecta dois canais – o Elbe-Havel e o Mittelland – ao passar por cima do Rio Elba, um dos mais importantes da Europa, próximo à cidade de Magdeburg.
Centenários, os canais eram ligados antigamente por uma passagem complicada, que se estendia por 12 km. Por conta disso, o planejamento para conectá-los começou há quase um século, mais precisamente em 1919. As obras chegaram a ser iniciadas em 1938, mas tiveram de ser interrompidas por conta da Segunda Guerra Mundial.
Somente após a reunificação da Alemanha, a construção pôde ser efetivamente retomada. A um custo de 500 milhões de euros, ela começou em 1997, e consumiu impressionantes 24.000 toneladas de aço e 68.000 m³ de concreto. O investimento valeu a pena: a moderna conexão dos canais representa uma economia anual de bilhões de euros para a Alemanha, uma vez que é por esta via que o porto fluvial de Berlim liga-se ao Reno, mais importante rio de toda Europa.
(Clique em qualquer uma das imagens para vê-las em galeria)

CURIOSIDADES SOBRE O PLANETA TERRA

Hoje, ninguém pode ficar indiferente com o Planeta Terra. Ficam algumas curiosidades para lembrar que a sustentabilidade do Planeta começa em nossa casa. 

- A Terra tem aproximadamente 4,5 biliões de anos
- A Terra tem 510,3 milhões de quilómetros quadrados
- Cerca de 97% do planeta é composto por água
- A quantidade de água salgada é 30 vezes maior do que a água doce
- A atmosfera terrestre vai até cerca de 1000 quilómetros de altura, sendo composta por 77% de nitrogénio, 21% de oxigénio, com traços de árgon, dióxido de carbono e água
- A Terra já passou pelo menos por três grandes períodos glaciais
- A Terra gira em torno do sol a 107 mil quilómetros por hora
- A Terra é o terceiro planeta a contar do Sol e o quinto maior
- O ponto mais alto da Terra é o monte Evereste, com 8848 metros acima do nível do mar
- Actualmente a população humana da Terra ronda os 6 biliões de pessoas
- A expectativa média de vida dos humanos é 65 anos
- Mais de um bilião de pessoas vive com menos de 1 euro por dia
- 125 milhões de crianças não têm acesso à educação básica
- Há 43 milhões de pessoas infectadas pelo HIV
- 1 em cada 6 pessoas não tem acesso a água potável
- 23,5% dos adultos dos países em desenvolvimento (81% da população mundial) são analfabetos
- 12500 espécies de fauna e flora estão em vias de extinção

fonte: http://paulofaria.wordpress.com

10 Curiosidades sobre a Terra que você não sabia

Por Anderson Batata
em 11 de julho de 2011 
 



Todos os dias vemos novas pesquisas e novas descobertas impressionantes, e com a evolução da tecnologia, fica cada vez mais comum que essas curiosidades se revelem a meros mortais como nós :) . Então aqui vão 10 curiosidades sobre o nosso pequeno Planeta Terra.

1. A gravidade não é uniforme:

Ainda que os cientistas desconheçam o motivo, o verdadeiro é que a força gravitacional varia à medida que nos deslocamos pelo planeta, de maneira que nosso peso não é objetivamente o mesmo no Brasil e em Portugal, por exemplo.Crê-se que as causas podem estar relacionadas às profundas estruturas subterrâneas e ter alguma relação com a aparência da Terra num passado longínquo. Atualmente, dois satélites gêmeos do programa GRACE escrutam meticulosamente o planeta para elaborar um mapa gravitacional mais detalhado.

2. A atmosfera foge:

Algumas moléculas situadas no limite da atmosfera terrestre incrementam sua velocidade até o limite que lhes permite escapar da força gravitacional do planeta. O resultado é uma lenta, mas constante fuga do conteúdo de nossa atmosfera para o espaço exterior. Devido a seu menor peso atômico, os átomos soltos de hidrogênio atingem sua velocidade de escape com mais facilidade e sua saída para o espaço é a mais freqüente. Felizmente para a vida em nosso planeta, o abundante oxigênio preserva a maior parte do hidrogênio bloqueando-o em moléculas de água e o campo magnético da Terra protege o planeta da fuga de íons.

3. A rotação não é constante:

A velocidade com que a Terra gira sobre seu próprio eixo não é constante, senão que sofre pequenas alterações que fazem variar a duração de nossos dias. Mediante a sincronização de diferentes radiotelescópios desde diferentes latitudes, e graças aos modernos sistemas de GPS, os cientistas conseguiram medir com precisão estas pequenas variações na velocidade de rotação e constataram que a maior delas se produz entre os meses de janeiro e fevereiro, quando os dias são mais longos por uns poucos milésimos de segundo. Esta variação deve-se à interação gravitacional da Terra e a Lua, mas também pela forte atividade da atmosfera no hemisfério norte e a fenômenos meteorológicos como “El Niño”. Por pôr um exemplo, alguns experientes acham que a tsunami da Indonésia reduziu a duração do dia em 2,68 milionésimos de segundo.

4. Os cintos de Van Allen:

Ao redor da Terra existem zonas de alta radiação – uma interior e outra exterior – denominadas cinturões de Van Allen (em honra ao seu descobridor) e situadas a uma altura de 3.000 e 22.000 km sobre o equador. Estes cinturões são formados por partículas de alta energia, sobretudo prótons e elétrons, cuja origem esteja provavelmente nas interações do vento solar e dos raios cósmicos com os átomos constituintes da atmosfera. A potência da radiação é tal que os cinturões são evitados pelas missões espaciais tripuladas, dado que poderiam aumentar o risco de câncer dos astronautas e prejudicar gravemente os dispositivos eletrônicos. Em 1962, os cinturões de Van Allen foram alterados pelos testes nucleares dos EUA no espaço o que provocou que vários satélites ficassem de imediato fora de serviço.

5. A Terra e a Lua distanciam-se:

Desde há vários milhões de anos que a Lua está se afastando da Terra a um ritmo lento, mas constante. Os cientistas calculam que a taxa de afastamento é de uns 3,8 centímetros ao ano, o que em longo prazo chegará a levar a Lua até uma distância crítica. No entanto, os astrônomos acham que dentro de 5 bilhões de anos, quando o Sol se converterá numa gigante e vermelha atmosfera em expansão, provocará que o processo se reverta. A Lua voltará a aproximar-se da Terra e acabará por se desintegrar ao superar o denominado limite de Roche (18.470 quilômetros sobre nosso planeta) explodindo em mil pedaços e formando um espetacular anel, como o de Saturno, ao redor da Terra.

6. Marés na atmosfera:

Ainda que o efeito seja quase inapreciável, uma variação de parcos 100 microbares, os cientistas comprovaram mediante detalhadas medições estatísticas que a força da Lua não só desloca os mares e a terra senão também a massa de ar que rodeia nosso planeta. Ainda que o movimento seja tão pequeno que mal supõe 0,01 por cento da pressão normal na superfície, o dado revela que o poder gravitacional da Lua é capaz de mudar muita coisa.

7. Um estranho “bamboleio”:

O denominado “bamboleio de Chandler” é o único movimento da Terra para o qual ainda não existe uma explicação convincente. Descoberto em 1891 pelo astrônomo Seth Carlo Chandler, trata-se de uma variação irregular no eixo de rotação da Terra que provoca um deslocamento circular entre 3 e 15 metros ao ano nos pólos terrestres. Sobre este movimento foram lançadas todo tipo de teorias, inclusive que causa o movimento das placas tectônicas, terremotos e erupções. Ou ainda que detona fenômenos como “El Niño” ou o aquecimento global. Em julho do ano 2000, uma equipe de cientistas estadunidenses anunciou que a causa do bamboleio estava nas flutuações de pressões no fundo do oceano. Segundo esta teoria, este movimento no fundo dos mares mudaria a pressão exercida sobre a superfície terrestre, e provocaria o estranho bamboleio dos pólos. Suas teorias ficaram no ar após que entre janeiro e fevereiro de 2006 laboratórios de todo mundo comprovassem que o movimento tinha cessado por completo, numa anomalia que ainda não souberam explicar.

8. A Terra é um grande circuito elétrico:

Perfeitamente localizados a ambos lados do equador, a Terra dispõe de oito circuitos fechados de corrente elétrica que permitem a troca de carga entre a atmosfera e a superfície através de fluxos verticais. Em condições de bom tempo, os cientistas observaram um fluxo de carga positivo que se move desde a atmosfera para a Terra por causa da carga negativa de nosso planeta. Depois de anos de observação do comportamento das tormentas e as variações na ionosfera, a hipótese preferida hoje pelos cientistas é que este fluxo descendente de corrente positiva é contrária aos elétrons que são tranferidos à Terra durante as tormentas. Mesmo assim, ainda falta uma explicação plausível com relação a forma em que as variações na ionosfera afetam à formação de tormentas.

9. Toneladas de material cósmico caem a cada ano da atmosfera:

Segundo dados do space.com, a quantidade de pó cósmico que cai a cada ano na Terra supera as 30 mil toneladas. A maior parte deste material procede do cinturão de asteróides situado entre Marte e Júpiter. Os fragmentos provem dos constantes choques entre asteróides e são arrastados para o interior do sistema solar. Uma boa quantidade deles estão entrando permanentemente em nossa atmosfera.

10. Os pólos magnéticos da Terra mudam constantemente de lugar:

O campo magnético da Terra varia no curso de eras geológicas, é o que se denomina variação secular. Durante os últimos cinco milhões de anos efetuaram-se mais de vinte mudanças e a mais recente foi há 700 mil anos. Outras inversões ocorreram há aproximadamente 870 e 950 mil anos. Não se pode predizer quando ocorrerá a seguinte inversão porque a seqüência não é regular. Certas medições recentes mostram uma redução de 5% na intensidade do campo magnético nos últimos 100 anos. Mantido este ritmo, os campos voltaram a se inverter dentro de uns 2 mil anos.

Aquecimento Global


aquecimento global  é uma consequência das alterações climáticas ocorridas no planeta. Diversas pesquisas confirmam o aumento da temperatura média global. Conforme cientistas do Painel Intergovernamental em Mudança do Clima(IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), o século XX foi o mais quente dos últimos cinco, com aumento de temperatura média entre 0,3°C e 0,6°C. Esse aumento pode parecer insignificante, mas é suficiente para modificar todo clima de uma região e afetar profundamente a biodiversidade, desencadeando vários desastres ambientais. 
Consequências do Aquecimento Global
 As causas do aquecimento global são muito pesquisadas. Existe uma parcela da comunidade científica que atribui esse fenômeno como um processo natural, afirmando que o planeta Terra está numa fase de transição natural, um processo longo e dinâmico, saindo da era glacial para a interglacial, sendo o aumento da temperatura consequência desse fenômeno.
No entanto, as principais atribuições para o aquecimento global são relacionadas às atividades humanas, que intensificam o efeito de estufa através do aumento na queima de gases de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural. A queima dessas substâncias produz gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), que retêm o calor proveniente das radiações solares, como se funcionassem como o vidro de uma estufa de plantas, esse processo causa o aumento da temperatura. Outros fatores que contribuem de forma significativa para as alterações climáticas são os desmatamentos e a constante impermeabilização do solo.
Efeito de Estufa
O degelo é outra consequência do aquecimento global, segundo especialistas, a região do oceano Ártico é a mais afetada. Nos últimos anos, a camada de gelo desse oceano tornou-se 40% mais fina e sua área sofreu redução de aproximadamente 15%. As principais cordilheiras do mundo também estão perdendo massa de gelo e neve. As geleiras dos Alpes recuaram cerca de 40%, e, conforme artigo da revista britânica Science, a capa de neve que cobre o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, pode desaparecer nas próximas décadas.
O Degelo provocado pelas Alterações Climáticas

  Em busca de alternativas para minimizar o aquecimento global, 162 países assinaram o Protocolo de Kyoto em 1997. Conforme o documento, as nações desenvolvidas comprometem-se a reduzir sua emissão de gases que provocam o efeito de estufa, em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990. Essa meta tem que ser cumprida entre os anos de 2008 e 2012. Porém, vários países não fizeram nenhum esforço para que a meta seja atingida, o principal é os Estados Unidos.
Atualmente os principais emissores dos gases do efeito de estufa são respectivamente: China, Estados Unidos, Rússia, Índia, Brasil, Japão, Alemanha, Canadá, Reino Unido e Coreia do Sul.

Por Wagner de Cerqueira e Franscisco Graduado em Geografia Equipe Brasil Escola

A aceleração do degelo na calota polar da Groenlândia duplicou nos últimos 25 anos
A aceleração do degelo na calota polar da Groenlândia duplicou nos últimos 25 anos

Rios dos principais estados brasileiros estão poluídos

 

O programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, analisou a qualidade da água de 49 rios dos principais estados brasileiros

por Débora Spitzcovsky, do Planeta SustentávelFonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

Entre janeiro de 2011 e março deste ano, a Fundação SOS Mata Atlânticapercorreu 11 estados brasileiros para avaliar, com a ajuda da população local, a qualidade da água nessas regiões. 49 corpos d’água foram analisados pela ONG -entre rios, córregos, ribeirões, represas, lagos e açudes- e nenhum obteve resultado positivo na avaliação.

75,5% dos corpos d’água analisados apresentaram nível de qualidade de águaregulare 24,5%,ruim. A medição foi feita com base noIQA - Índice de Qualidade da Água, doConama -Conselho Nacional de Meio Ambiente, que ainda prevê outros três níveis de classificação: ruim, bom e ótimo, mas nenhum corpo d’água analisado se encaixou nessas categorias.

Segundo a avaliação, o curso d’água que apresenta melhor qualidade é aBica da Marina, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O rio que atualmente possui a água mais poluída é oCriciúma, localizado em Santa Catarina.
O "exame de qualidade", feito com kits de monitoramento doprogramaRede das Águas, da SOS Mata Atlântica, levou em conta 14 aspectos físico-químicos, biológicos e de percepção dos corpos d’água. Entre eles odor, quantidade de lixo e peixes no local, temperatura, demanda de oxigênio e níveis de nitrato e fosfato.
Essa é a segunda vez que a SOS Mata Atlântica realiza a análise. 19 cursos d’água participaram das duas avaliações e, desses, 12 não mudaram de situação, cinco melhoraram e dois pioraram. O rio que mais se destacou positivamente nessa comparação foi oPasso dos Índios, em Chapecó, também no estado de Santa Catarina, que passou de "péssimo" para o nível "regular" de qualidade.
O Sambódromo do Anhembi abriga o desfile de Escolas de Samba do Carnaval Paulista e vários eventos esportivos, como o Mega-Rampa
O Tietê foi um dos rios avaliados no levantamento feito pela Fundação SOS Mata Atlântica.

Tsunamis: a calma antes da onda

Onde e quando vai ocorrer o próximo tsunami?

por Tim Folger Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Jin Sato é o prefeito de uma cidadezinha que não existe mais. Minamisanriku, uma vila de pescadores ao norte de Sendai, no nordeste do Japão, desapareceu em 11 de março de 2011. Por muito pouco Sato não sumiu junto. O desastre começou às 14h46, a 130 quilômetros dali, em pleno Pacífico, ao longo de uma profunda falha geológica sob o leito do oceano. Com 450 quilômetros de extensão, um bloco da crosta terrestre deslocou-se para leste – em alguns pontos moveu-se quase 24 metros. Sato acabara de finalizar uma reunião na prefeitura. Dois dias antes, a região fora sacudida por um tremor – um sismo precursor, hoje sabem os cientistas, do terremoto de 11 de março, que seria o de maior magnitude da história do Japão.
Quando a terra afinal parou de tremer, após cinco minutos desesperadores, a vila de Minamisanriku estava quase toda intacta. Mas o mar havia começado a se mexer. Sato e dezenas de outros correram até um prédio de três andares ao lado, onde estava instalado o centro de defesa civil. A jovem Miki Endo, de 24 anos, trabalhava no segundo andar, e passou a transmitir um alerta pelos alto-falantes da vila: “Por favor, corram para os terrenos mais altos!” Sato e a maioria de seu grupo buscaram refúgio no telhado. De lá puderam observar o tsunami ultrapassar a muralha de concreto, com 5,5 metros de altura, erguida no mar para proteger o vilarejo. Eles ouviram a vaga gigantesca esmigalhar tudo o que encontrava pela frente. Casas de madeira foram destroçadas; vigas de aço gemeram estridentes. Em seguida, a onda de água cinza-
escuro alcançou o topo do edifício em que estavam. De repente cessaram os alertas transmitidos por Miki Endo.
O tsunami destruiu diversas cidadezinhas no litoral da região de Tohoku, e deixou desabrigadas centenas de milhares de pessoas. Em Minamisanriku, contam-se mais de 900 mortos nos 17,7 mil habitantes (entre eles Miki Endo, cujo corpo foi achado em 23 de abril). Sato só conseguiu sobreviver porque se agarrou em uma antena de rádio no telhado. “Acho que fiquei submerso por três ou quatro minutos”, conta. Muitas das 30 e tantas pessoas que lá estavam tentaram se segurar na balaustrada de ferro que rodeava o topo. As ondas continuaram a fustigar por toda a noite, e nas primeiras horas inundaram repetidas vezes o prédio de três andares. Quando amanheceu, apenas dez pessoas restavam no telhado.
O Japão está na vanguarda mundial em termos de medidas de precaução contra terremotos e ondas gigantes. Bilhões de dólares foram gastos no país para reforçar a estrutura de edifícios antigos e instalar sistemas de absorção de choque nos prédios novos. Altas barreiras de concreto foram erguidas para proteger muitas cidades costeiras, nas quais foram demarcadas rotas de evacuação para terrenos elevados ou edifícios mais resistentes. Em 11 de março, os sismólogos do governo mal haviam deixado de abraçar seus monitores para que não se espatifassem no chão quando soou o primeiro alerta de tsunami.
Esse conjunto de medidas salvou milhares de vidas. O terremoto que sacudiu Tohoku, de grau 9, provocou bem menos danos do que o faria em outros países. No entanto, entre 16 mil e 20 mil moradores morreram em Tohoku por causa do tsunami – uma quantia de vítimas fatais comparável àquela causada por outro terremoto acompanhado de tsunami na mesma região em 1896.
Desde o fim do século 19, as defesas do Japão foram melhoradas, mas nesse período também triplicou a população do país. Hoje seu litoral tem uma densidade demográfica bem maior. O mesmo vale para o resto do planeta, em países que estão bem menos preparados. Na área do oceano Índico em que o tsunami mais mortífero da história fez quase 230 mil vítimas fatais, em 2004, a maioria delas da Indonésia, já se prevê a ocorrência de outro desastre similar em algum momento nos próximos 30 anos. Nos Estados Unidos, cuja costa noroeste foi assolada por uma grande onda há 300 anos, quando a região era esparsamente povoada, também é inevitável que aconteça outro, segundo os geólogos.
O próprio Jin Sato era um sobrevivente de outro tsunami de grandes proporções. Em 1960, quando tinha 8 anos, uma onda de 4 metros provocou a morte de 41 pessoas em Minamisanriku. Depois disso é que foi tomada a decisão de erguer no mar uma barreira de proteção. “Achamos que estávamos seguros”, diz Sato. “Segundo os sismólogos, o tsunami poderia chegar a 5,5 ou 6 metros. Mas esse tinha o triplo dessa altura.”
Quase todo ano, os tsunamis atingem alguma região do mundo e, na opinião de determinados estudiosos, aqueles de proporções gigantescas chegam até a mudar o curso da história. De acordo com alguns arqueólogos, um tsunami no mar Mediterrâneo devastou o litoral de Creta há mais de 3,5 mil anos. 
O desastre abalou a civilização minoica, uma das mais avançadas da época, e fez com que fosse suplantada pelos gregos micênicos. Em 1755, quando um terremoto com tsunami matou dezenas de milhares em Lisboa, a tragédia teve um impacto duradouro no pensamento ocidental, contribuindo para demolir o otimismo complacente então vigente. No romance Cândido, de Voltaire, o ingênuo filósofo Pangloss, ao visitar Lisboa logo após a catástrofe, insiste em dizer que “tudo vai pelo melhor neste que é o melhor de todos os mundos possíveis”, e acaba sendo enforcado por seu otimismo. A sátira fulminante de Voltaire tornou um pouco mais difícil de se adotar a posição de seu personagem filósofo – ou seja, a de acreditar que um Deus benevolente havia criado o melhor dos mundos.